sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Faça a pergunta certa

Dias atrás, um casal de senhores me abordou na rua buscando uma informação. Perguntaram-me onde ficava um posto de gasolina. Tentando ajudar, perguntei qual era o nome do posto. Eles não sabiam. Perguntei se tinham o nome da rua. Nada também. Após várias tentativas frustradas de ajuda, um deles me mostrou um formulário de certo laboratório de análises clínicas. Explicaram que, na verdade, tinham que chegar naquele laboratório e a referência que tinham era o tal posto de gasolina. No papel que tinham em mãos constava o nome e o endereço do lugar onde precisavam ir de fato...

Toda confusão e perda de tempo se deram porque o digníssimo casal não fez a pergunta certa. Esse episódio me fez refletir sobre uma verdade da vida: muitas pessoas estão perdendo e desperdiçando tempo, oportunidades, recursos, habilidades, potencialidades e relacionamentos importantes porque não fazem a pergunta certa. Estão perdidos, sem direção e vendo coisas valorosas escorregarem pelas mãos porque estão fazendo a pergunta errada na tentativa de solucionarem seus problemas.

Se não estamos sendo bem-sucedidos em alguma área de nossa vida, devemos nos questionar se estamos fazendo as perguntas certas. Por isso, nas importantes tomadas de decisão, precisamos buscar conselhos e ouvir pessoas mais experientes do que nós. Não é por acaso que Provérbios, o livro da sabedoria, diz o seguinte: “Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros há bom êxito” (Pv 15:22).

E então, você está fazendo a pergunta certa?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por que os casamentos acabam?

As pessoas perguntam assustadas porque alguns casamentos, aparentemente sólidos, acabam em separação. A "aparência sólida" pode ser comparada a uma casa que vista por fora é muito bonita, mas cuja fundação foi mal feita e o material usado em sua construção foi de segunda. Assim como uma casa, este relacionamento, com o tempo, apresentará "rachaduras" podendo ter comprometida toda sua estrutura. Esta "má construção" pode começar desde o namoro. 

Todo término de casamento traz consigo uma história de anos de alguma(s) coisa(s) que concorre contra a boa saúde da relação: comunicação disfuncional, agressões verbais, expectativas irreais, ausência de disposição para perdoar, competição ao invés de parceria, infidelidade, despreparo psicológico para sair da casa dos pais, conhecimento insuficiente do outro para se casar, não aceitar a família do cônjuge, a influência negativa dos pais no casamento dos filhos, ausência de autêntica espiritualidade ... A lista é enorme e não acaba aí. 

O problema dos relacionamentos difíceis e cronicamente doentes é que o casal resolve pedir ajuda somente quando o casamento está à beira da morte "respirando por aparelhos". Esperam que o conselheiro matrimonial ou o terapeuta de casais tirem uma solução da cartola que resolvam rapidamente todos os seus problemas, como num passe de mágica. Levaram anos criando problemas para si mesmos e esperam que Deus ou algum "especialista" os resolva em apenas uma conversa ou numa oração. 

Portanto, se você está construindo seu casamento com "material de segunda", não espere a casa desmoronar para buscar ajuda. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A influência dos filhos no relacionamento conjugal

Homem e mulher quando se casam estão repletos de boas expectativas, e uma delas é a chegada dos filhos. A partir do nascimento do primeiro filho, a estrutura familiar, antes formada por um homem e uma mulher adultos, sofre um grande impacto com a chegada de um recém-nascido que requer toda atenção e cuidados que um bebê exige.
Alguns casais superam bem as dificuldades e conseguem se adaptar à nova dinâmica familiar. Porém, outros casais, desde o nascimento dos filhos e durante as fases de seu desenvolvimento, veem seus relacionamentos conjugais serem gravemente afetados pelas influências que os filhos exercem na relação marital.
Estas influências podem ser variadas, por exemplo, quando um dos cônjuges coloca o filho no lugar do outro cônjuge na relação do casal. O afeto e atenção antes dados ao cônjuge, agora é transferido quase totalmente para o filho. O resultado, quase sempre, é um casamento em crise.
O contrário também é verdadeiro: casais cuja relação conjugal é disfuncional ou conflituosa afetam o comportamento dos filhos deixando-os mais irritados, menos afetuosos, com baixo rendimento escolar e com problemas de interação com crianças da mesma idade, além de outros problemas. 
Os casais que percebem e vivenciam problemas como esses nas suas relações conjugais e parentais, precisam buscar ajuda com pessoas habilitadas para receberem conselhos de como efetuarem ajustes no manejo das relações do casal e deste com os filhos.

Qual sua opinião sobre este tema? Deixe aqui seu comentário. 

Percebendo-se valorizado(a) no relacionamento conjugal

Uma das grandes expectativas de homens e mulheres quando se casam, é que venham sentir-se importantes e valorizados pela pessoa com quem está se casando. 

Certamente, qualquer pessoa se sente valorizada e importante em sua relação conjugal se esta for constituída das qualidades do companheirismo e pelas demonstrações de amor e de afeto. 

Quando, no relacionamento conjugal, somos solidários, amigos, afetuosos e amorosos com o nosso cônjuge, estamos elevando sua autoestima, ou seja, sua percepção de que é amado(a), importante e valorizado(a). Do mesmo modo, isto também ocorre conosco quando assim somos tratados. 

Porém, em alguns relacionamentos conjugais, há pessoas que se sentem desvalorizadas e até humilhadas por se perceberem inferiorizadas em relação ao cônjuge. Isso pode ocorrer devido a vários fatores (profissionais, intelectuais, financeiros, psicológicos, sociais, físicos, ministeriais, etc.). 

Qual sua opinião a respeito? Deixe aqui seu comentário.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O avanço das mulheres

Do ponto de vista social e familiar, pode-se afirmar que a mulher de hoje não é a mesma de décadas atrás. Desde a revolução sexual da década de 1960 e com a invenção da pílula anticoncepcional, a mulher passou a ter mais controle sobre seu corpo, e, assim, sobre sua vida como um todo. Desde então passou a poder fazer sexo também por prazer, e não somente para procriação.

A mulher tem alcançado seu espaço na sociedade e no mercado de trabalho. Ela não precisa mais do homem para sobreviver. Ela tem o seu próprio trabalho e dinheiro. Várias mulheres, hoje em dia, são elas as provedoras financeiras do lar. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em relação aos casais sem filhos, o índice de chefia feminina passou de 4,5% em 2001 para 18,3% em 2011; já entre os que têm filhos, subiu de 3,4% para 18,4%, no mesmo período.

Quando se trata da formação acadêmica as mulheres estão na frente do homens no Brasil. Segundo relatório publicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico),  a proporção de mulheres brasileiras com títulos acadêmicos de nível superior é maior que a de homens – a parcela da população feminina adulta com diploma é de 12%, ante 10% da masculina (embora esta igualdade não se reflita no mercado de trabalho, principalmente nos salários, ainda mais altos para os homens).

No relacionamento conjugal, na sociedade atual, de acordo com várias pesquisas, quando o homem deixa de suprir as necessidades afetivas e sexuais de sua mulher, ela simplesmente desiste do casamento e vai embora. Segundo o IBGE, entre 2004 e 2005, em mais de 70% dos casos de separação judicial não-consensual (em que não houve acordo) foram elas que tomaram a iniciativa de se separar, assim como nos pedidos de divórcio, no qual 52% foram requisitados por mulheres.

Diante desse quadro, pode-se afirmar que os homens estão confusos e perdidos em relação ao seu papel no relacionamento conjugal em meio ao avanço profissional, intelectual e financeiro das mulheres?

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cuidado com as comparações

As comparações, em todos os aspectos da vida, são inevitáveis. Gostamos de comparar. Comparamos pessoas, grupos, times de futebol, personalidades famosas e por aí vai. Uma comparação útil é aquela que fazemos quando pretendemos comprar algo. A comparação de preços e produtos é importante se quisermos fazer um excelente negócio. 

Além de comparar preços, muitas vezes, nos colocamos na tarefa, dolorosa para alguns, de nos comparar com outras pessoas. Este pode até ser um exercício útil em nosso crescimento como pessoa. A não ser que sejamos impelidos pela inveja e a cobiça, então a comparação se torna algo amargo que causa aquele embrulho desagradável no estômago. O desejo autodepreciativo de ser ou ter o que pertence ao outro.

E quando nós, somos o alvo de comparações? Há um prazer íntimo em comparar os outros, mas sofremos quando somos comparados. Deveríamos levar em consideração esse sofrer quando nos colocamos na tarefa de dizer a alguém que este deveria ser ou fazer como é e faz outra pessoa. O problema aumenta quando isto acontece em meio a uma discussão acalorada, muito comum nos conflitos familiares e conjugais. Não é sem razão que o Dicionário da Língua Portuguesa confere ao termo "comparação", a palavra "confronto" para um dos seus significados. 

É bem assim mesmo. Quando comparamos o outro com uma terceira pessoa, estamos causando um confronto. Uma guerra para dizer a verdade. Até porque, quando comparamos alguém com outra pessoa, no meio de uma discussão, normalmente é para diminuir, depreciar e humilhar, embora, neste caso, a comparação venha disfarçada de uma boa intenção instrutiva... 

Nada instrutivo é para os filhos quando os pais afirmam para eles: "Você deveria ser como seu irmão" ou "Veja sua prima, como é estudiosa". Nada pode abafar o amor no casamento e destruir a autoestima como comentários do tipo: "Você deveria cozinhar como sua irmã", ou ainda, "Você deveria seguir o exemplo do fulano de tal". A coisa piora quando o "fulano de tal" em questão é um cunhado ou um ex qualquer da esposa. 

Tais mensagens, além de depreciar a pessoa que as recebe, são também uma tentativa de despersonalizar o outro. É um desrespeito à individualidade, ao modo de ser da pessoa. Se pretendemos ajudar alguém a melhorar como gente e a fazer escolhas certas na vida, certamente essas comparações carregadas de forte tensão emocional não são o melhor caminho.

Às vezes queremos moldar o outro conforme nossas vontades, manias e caprichos. É quando então a comparação visa tão somente o propósito de usar a pessoa a quem comparamos. Quando usamos as pessoas, as coisificamos. As transformamos numa "coisa". Porém, pessoas não são coisas. As coisas, usamos. As pessoas, valorizamos. Bem, assim deveria ser.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Falsas expectativas em relação ao casamento

Quando alguém se casa são grandes as expectativas de uma vida feliz e perfeita em família. A mulher sonha com um marido sempre carinhoso, compreensivo, sensível e gentil em todos os momentos, tal como nos romances do cinema ou da literatura. O homem sonha com uma mulher que o compreenda, acredite em seus sonhos e o encoraje incondicionalmente na realização de cada um deles, e que esteja disposta sexualmente sempre, todos os dias, após ter trabalhado fora ou cuidado da casa e dos filhos ao longo do dia. E por falar nos filhos, é o sonho de todo casal ter filhos perfeitos que jamais aprontarão nenhuma travessura até, eles mesmos, crescerem e baterem asas para viverem vitoriosos suas próprias vidas. Este é o retrato da família perfeita.

Porém, após voltarem da lua-de-mel, marido e mulher descobrem que nada pode ser tão perfeito assim. A realidade é que não existe casamento, família, maridos, esposas e filhos perfeitos. Na cerimônia de casamento, homem e mulher fazem juras de amor, que se amarão até que a morte os separe, tanto nos momentos bons quanto nos momentos ruins. Entretanto, os “pombinhos” não contam que os momentos ruins também farão parte da vida conjugal e familiar. É gente que se casa com falsas expectativas a respeito da família e do casamento. Esta é uma das razões de tantas separações logo nos primeiros anos ou meses da relação. 


Sem contar as motivações erradas pelas quais as pessoas se casam, seja por mera atração física, por status social, para não ficar sozinho ou para fugir dos pais. Nunca pelo amor. E sem amor não há relacionamento que resista às tempestades da vida. Sim, todo casamento enfrenta tempestades. São as diferenças de personalidade, crises financeiras, relacionais, sexuais, objetivos conflitantes, manias e maus hábitos que causam irritação. 

Por isso, homem e mulher devem estar bem conscientes, antes de dizer "sim", dos desafios que terão pela frente. Precisam, antes de tudo, refletir se estão dispostos a enfrentar juntos as grandes dificuldades da vida cotidiana. É nesse momento que a paixão deve andar junto com a razão. Caso contrário, o relacionamento será como o Titanic navegando para sua fatídica viagem...